Antes de permitir que alguém assine documentos ou acesse serviços com um certificado digital, é preciso ter certeza se quem está solicitando é realmente a pessoa que afirma ser.
É nesse momento que a biometria na emissão do certificado digital ganha importância. Ao verificar características físicas do solicitante, ela ajuda a confirmar sua identidade e impede que terceiros obtenham um certificado em seu nome.
Para contadores e empresários, entender essa etapa também facilita o atendimento e a orientação aos clientes.
Saiba mais a seguir!
O que é a biometria na certificação digital?
A biometria utiliza características físicas, como a face e as impressões digitais, para identificar uma pessoa. Na certificação digital, essas informações são coletadas e verificadas como parte do processo de confirmação da identidade.
A Autoridade de Registro, responsável pela identificação do solicitante, participa desse procedimento. A verificação envolve sistemas biométricos e bases oficiais, conforme as regras da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira, a ICP-Brasil.
Por que essa verificação é necessária?
O certificado funciona como uma identidade no ambiente eletrônico. Dependendo de sua finalidade, possibilita a assinatura de documentos, acessar sistemas e realizar operações em nome de uma pessoa ou empresa. Por isso, o uso indevido pode trazer consequências para o titular.
Imagine que um fraudador tenha acesso aos seus dados pessoais e tente usá-los para solicitar um certificado. A conferência biométrica acrescenta uma barreira de segurança,
A proteção começa antes do primeiro uso do certificado, na confirmação de quem poderá utilizá-lo.
Como a biometria participa da emissão?
O processo varia de acordo com a modalidade de atendimento e as condições previstas nas normas. De modo geral, a identificação reúne análise documental, coleta e verificação biométrica e outras conferências de segurança.
No atendimento presencial, são utilizadas a face e as impressões digitais, observadas as situações específicas previstas na regulamentação. Na videoconferência, há, no mínimo, o uso da biometria facial.
E quando a biometria não é validada?
Uma dificuldade de reconhecimento não significa, automaticamente, tentativa de fraude. A situação precisa ser analisada conforme os procedimentos aplicáveis.
Se não for possível confirmar a identidade, a emissão não deve prosseguir até que a questão seja resolvida. Dependendo do caso, podem ser necessárias verificações adicionais ou atendimento presencial.
Para evitar contratempos, confirme antecipadamente os documentos e as orientações do atendimento. Na videoconferência, prepare um ambiente iluminado e verifique o funcionamento da câmera e da conexão.
O que o contador pode orientar aos clientes?
Ao acompanhar a emissão, o contador pode explicar a finalidade da biometria e ajudar o cliente a se preparar. Também é importante reforçar que a proteção continua depois dessa etapa.
Senhas, arquivos e dispositivos relacionados ao certificado exigem cuidado. Quando houver necessidade de representação, vale verificar os mecanismos de autorização disponíveis no serviço utilizado, como a procuração eletrônica.
A biometria fortalece a identificação; o uso responsável preserva essa segurança na rotina.
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